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Review: Soul Calibur V

Nome: SoulCalibur V
Gênero: Luta
Distribuidora: Namco Bandai
Plataformas: PS3, Xbox 360
Data de lançamento: 31/01/2012






Já se vão quase 16 anos desde o primeiro Soul Edge. Muito mudou desde os tempos dos arcades, mas o DNA da série se manteve ao longo dos anos com alterações pontuais de jogabilidade e melhorias naturais e esperadas na parte gráfica. E essa estratégia se repetiu no caso do novo Soul Calibur V, que é basicamente a mesma velha fórmula de sempre com novidades até significativas nas mecânicas de combate e um visual sutilmente melhor que o do antecessor.


Duelo em alto nível

    A jogabilidade básica da série Soul Calibur é bem simples. Ela envolve combatentes quase sempre armados e combinações de ataques cheias de fluidez em um ambiente 3D como o de Tekken. É fácil para iniciantes, mas, como em qualquer jogo de luta, é difícil dominar as estratégias mais avançadas.

Soul Calibur V traz algumas novidades para essa fórmula que até parecem um pouco superficiais em um olhar descuidado. Mas não é bem assim. A principal novidade aqui é a barra de especial, um elemento tradicional em outros jogos de luta, mas que modifica bastante a estratégia neste. Como qualquer barra do tipo, ela é preenchida aos poucos, à medida que o lutador bate e, em menor grau, apanha.

Com uma barra de especial cheia é possível aplicar os chamados “Critical Edge”, que são como os combos Ultra de Street Fighter: golpes poderosos, mas um pouco mais fáceis de serem antecipados pelo adversário. Mas essa não é a única forma de usar a barra de especial. Também existem os “Brave Edge”, versões mais fortes de golpes usuais, que gastam apenas um terço da barra de energia. Não são tão devastadores quanto um “Critical Edge”, mas um pouco mais fáceis de acertar.

A barra de energia também serve para se defender de ataques com o “Guard Impact”, que gasta um terço da energia, mas garante uma defesa segura e ao mesmo tempo uma abertura na guarda do adversário para entrar com um combo devastador. E para quem é um pouco mais habilidoso, é possível aparar golpes também com o novo “Just Guard”, que exige mais precisão e capacidade de antecipação dos movimentos do adversário, mas não consome nada da barra de especial e cria um efeito quase tão bom quanto o dos “Guard Impact”. Por fim, para quem prefere uma defesa tradicional, é bom saber que, além de existirem golpes indefensáveis, é possível quebrar a guarda do adversários insistindo em ataques sobre uma defesa estática.
É nítido que as novidades na jogabilidade são para agradar, principalmente, um público específico: aqueles que jogam Soul Calibur em alto nível. Essas pessoas podem até representar uma porcentagem pequena do público, mas são os mais fervorosos e também aqueles que devem perceber as diferenças mais sutis do novo jogo.

Além de uma recauchutada na jogabilidade, o jogo traz, naturalmente, novos personagens, como o exótico Z.W.E.I., que luta invocando aliados animais, e a versátil Viola, que atinge os adversários com golpes mágicos. Além deles, vale a pena destacar Ezio Auditore, o protagonista de Assassin’s Creed II que é o personagem convidado desta edição – algo bem mais coerente que Yoda, Darth Vader e o Aprendiz de Star Wars: The Force Unleashed, que estiveram no Soul Calibur anterior.

Também estão presentes no elenco dois novatos bem importantes: Patroklos e Pyrrha, o filho e a filha da veterana Sophitia e também os personagens principais do modo história.


Não jogue sozinho

Normalmente jogos de luta são menos divertidos quando jogados sozinho do que em multiplayer online ou com os amigos. Isso é algo esperado. Mas em Soul Calibur V, jogar sozinho é ainda mais frustrante do que o usual e mal serve como tutorial para o básico do jogo.

A principal decepção aqui está no modo história, que dura pouco menos de três horas, e, considerando-se a riqueza do cenário de Soul Calibur, poderia ser interessante. O roteiro é de lascar, definitivamente pouco inspirado e quase constrangedor. E as batalhas deixam muito a desejar, tanto pela falta de confrontos com condições únicas e especiais como pelos poucos personagens jogáveis, sendo que em quase todo o momento só é possível lutar com o insípido Patroklos.

A história limitada a poucos personagens também tira um tanto da graça de quem queria ver mais do seu personagem clássico favorito, já que o modo arcade se resume a seis lutas rápidas sem nenhum tipo de roteiro exclusivo.

Além da história e do arcade, não existe muito para explorar no singleplayer. Quick Battle é algo interessante para chamar uma luta casual contra a I.A. – e após as vitórias, as recompensas vêm com títulos destraváveis para o perfil online. E o Legendary Souls são batalhas bem difíceis contra adversários fortes clássicos da série. Ficou faltando algo interessante como a Tower of Lost Souls de Soul Calibur IV e, de fato, no singleplayer não há nada que realmente justifique o esforço do jogador.

A boa notícia é que, no multiplayer, Soul Calibur V se garante bem, tanto em partidas offline com os amigos alternando os controles quanto em jogos pelo sistema de partidas online que é bem decente e fácil de usar. Como o jogo está mais balanceado que antes, a sensação de frustração ao ser derrotado por algum adversário humano é menor. Fica mais fácil aceitar que é uma questão de habilidade, dando uma margem menor para desculpas esfarrapadas.

Por fim, o modo de criação de personagens voltou mais completo do que nunca. É possível alterar detalhes mínimos dos lutadores como a variação de tamanho em cada grupo muscular ou o formato da sobrancelha do personagem, além de escolher estampas para suas roupas e, claro, o seu estilo de luta, que sempre será uma imitação dos movimentos de um combatente que já existe – com o detalhe de que existe o estilo de luta de Devil Jin, personagem de Tekken. Pela quantidade de conteúdo para ser explorado, não seria estranho se muitos jogadores gastarem mais tempo customizando seus lutadores do que lutando de fato.

Quando lançado em 1996, Soul Edge foi revolucionário para os jogos de luta. O novo Soul Calibur V passa longe de ter o mesmo impacto, mas consegue refinar e melhorar a fórmula de quinze anos atrás, acrescentando novidades significativas como a barra de especial e as novas formas de aparar golpes, o que dá uma profundidade maior principalmente para jogadores de alto nível. Os novos lutadores e o criador de personagens fazem o jogo render ainda mais, principalmente no multiplayer. Já no singleplayer existem algumas decepções sérias, como a falta de modos variados e o modo história frustrante, tanto como na lutas quanto na história em si. Entre falhas e qualidades, Soul Calibur V acaba sendo uma sequência justa para a série, sem perder o padrão de qualidade, mas longe de se destacar como os três primeiros da franquia.


Imagens


Videos:







Fonte:
Imagens:UolJogos
Análise:Gamepower

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